quarta-feira, 7 de julho de 2010

CAFÉ MUSICAL DE JULHO - ORQUESTRA DE CÂMARA DE INDAIAL



O Museu da Música apresenta A Orquestra de Câmara de Indaial, sob regência de Paulo Lira, no "Café Musical" de Julho. Vale a pena conferir! Domingo dia 18 com início às 09h:30min.




A Orquestra de Câmara de Indaial foi criada através do Programa de Musicalização nas Comunidades que foi implantado em 2001 através do departamento de cultura da prefeitura Municipal de Indaial. O programa tem como finalidade levar uma cultura musical diferente da que é consumida diariamente, tornando acessíveis instrumentos e musica erudita, mostrando a música como elemento importante no processo da formação do caráter e promoção da cidadania. Os alunos que sobressaem do programa são convidados a aprimorarem seus conhecimentos, participando da Orquestra de câmara de Indaial, que teve seu concerto de abertura em novembro de 2002, e desde então vem ganhando espaço e visibilidade na região. No seu repertório encontram-se obras desde o barroco até temas de filmes e obras do século XX. Desde sua fundação está sob a regência de Paulo Henrique Tadeu Lira que foi também o idealizador do programa de Musicalização nas comunidades. Hoje integrada às atividades da Fundação Indaialense de Cultura a Orquestra têm alunos que começaram a estudar no programa de musicalização e hoje são aceitos em conceituadas instituições de música espalhadas pelo país, cumprindo assim o seu papel de impulsionar uma nova geração de artistas dentro do seu contexto social.

Os integrantes da Orquestra são:


Violino I
Rafael Lira (spalla I)
Maicon Antonio Marçaneiro (Concertino convidado)
Juliana Schuetze (Spalla II)
Guilherme Fuck
Adriana Paulina da Veiga
Akemy Athalice Kalk

Violino II
Rafael Alexandre Mensor (principal)
Natalie Nietsche
Ewilin Sophia Vogel
Paloma Aparecida Moser
Ademir Voigt Junior

Viola
Rodrigo Torres de Souza (Principal)
Lais de Faria Ewald
Elvis Karpovisc Maciel


Violoncello
Patrícia Alzira da Veiga (principal)
Patrícia Schuetze
Claúdio Jansen

Contrabaixo
Marcio Rodrigues Alves Ferreira

Oboé
Jeferson Fernando Maurina

Flauta Transversal
Aline Aparecida Biz (principal)
Aline Kunsler

Flauta Soprano
Andrey Cesar Sabino

Percussão
Gabriel Quinelo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Palestra com Alexandre Gonçalvez sobre a "História do Rock" dia 15/07 às 9h  no Museu da Música.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Julho é o mês do Rock no Museu da Música!!!


Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock. A data foi escolhida em referência ao mega-evento Live Aid, que em 1985 reuniu os maiores astros da música internacional em grandes shows pelo mundo na luta contra a fome na África. Neste mês, a equipe do Museu da Música, vai dedicar uma programação ao  gênero musical mais popular do planeta. O mês inteiro será dedicado a este fenômeno cultural que mudou a história da música para sempre.

O rock’n’roll foi dos estilos musicais mais controversos já criados na história da música. Surgiu em meados da década de 50, nos Estados Unidos, oriundo, primordialmente, do blues e da country music do sul daquele país. Desde seu nascimento, o rock gerou polêmica, seja por causa da simplicidade de suas estruturas musicais, da atitude transgressiva de seus executores ou da pretensa rebeldia que de seus fãs emana. Os primeiros roqueiros, Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard e alguns outros, tornaram-se artistas de espetacular sucesso justamente por causa dessas características, o que os fez amados pelos jovens e odiados pelos pais conservadores. Com o tempo, porém, o rock foi modificando-se, pulverizou-se numa miríade de sub-estilos (rockabilly, punk, hard rock, heavy metal etc.) e foi assimilado pela mídia e pela cultura ocidental como um todo, enfim, transformou-se num produto de consumo cuidadosamente articulado para ser lucrativo. Mesmo assim, ainda existe em seu âmago as marcas que o acompanham desde sua concepção: rebeldia, atitude, transgressão, anti-sociabilidade e muito, muito dinheiro envolvido (como ficou provado com o surgimento dos Beatles, Rolling Stones, Slade, The Who, Led Zeppelin, Kiss, Sex Pistols e de todos os grandes nomes do gênero).

E para apresentar este tema ao seu público, a equipe do Museu da Música realizará uma exposição um tanto inédita. Através de manequins, representaremos alguns dos astros do rock. Em cada manequim haverá uma placa com os principais acontecimentos do rock internacional e nacional (os estilos musicais, tendências, bandas).
Nos anos 50 teremos o Rei do Rock Elvis Presley, que ajudou a popularizar o rock inventado por Chuck Berry.
Nos anos 60, na era hippie e da nova sociedade americana, a representante será Janes Joplin.
Nos anos 70, o rock veio trazer um pouco mais de brilho a música, com o “Glam Rock” que tinha uma dose de exagero na roupa e na maquiagem, o melhor representante, nada mais, nada menos, que Freddie Mercury.
Nos anos 80, a década dos CDs e dos vários estilos musicais, teremos como representante James Hetfield, vocalista, guitarrista e um dos fundadores da banda de Heavy Metal Metallica.
Já na era do Grunge, movimento musical que marcou o início dos anos 90 teremos: Kurt Coubain, vocalista e guitarrista da banda Nirvana.
E para que ninguém fale que os representantes do rock brasileiro foram esquecidos, temos Raul Santos Seixas, o Raulzito, que é considerado por muitos o maior representante do rock brasileiro.

Além desta forma diversificada de exposição, que deixará de estar apenas em um espaço do Museu e passará a ocupar todo o salão, teremos doses diárias de muita música, com documentários e clipes de várias bandas de rock desde os anos 50 até os dias atuais.
Outra novidade para esta exposição será a apresentação de filmes relacionados ao gênero (seguem os dias e horários):


Dia 1 - 9h e às 14h – Juventude Transviada – 111min.
EUA, 1955.
Direção: Nicholas Ray
Roteiro: Stewart Stern, baseado em estória de Nicholas Ray
Sinopse: Jim Stark (James Dean) é um encrenqueiro, que fez os pais se mudarem de uma cidade para outra até se fixarem
 em Los Angeles, que é preso de madrugada por embriaguez e desordem. No distrito policial está Judy (Natalie Wood), uma jovem que está revoltada com o pai, que a chamou de vagabunda imunda por ter se maquiado. Lá está também um rapaz, John Crawford (Sal Mineo), mais conhecido como Platão, que atirou em alguns cães. Um compreensivo policial entende que Jim recebe em casa apenas um amor superficial dos seus pais, e que Jim nunca aceitou que seu pai seja totalmente submisso à sua mãe. Enquanto Jim espera na delegacia pelos pais, que tiveram de cancelar um compromisso social para tirá-lo da prisão, ele tem um rápido contato com Judy e Platão. Após ser libertado parecia que tudo estava resolvido, mas ao tentar fazer amizade na manhã seguinte com sua jovem vizinha, a própria Judy, cria um desentendimento com Buzz (Corey Allen), que namora Judy e é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar algumas situações com trágicas conseqüências.


Dia 2 - 9h e às 14h – Jailhouse Rock – 96 min.
É o nome do terceiro filme de Elvis Presley de 1957 que se tornou em um grande clássico da carreira do "rei do rock" e do próprio rock and roll no cinema. Elvis é um jovem transgressor e incompreendido.
A cena, que é considerada antológica, onde ele mostra um número de dança na prisão apresentando a canção título do filme, foi coreografada pelo próprio Elvis; muitos a consideram um dos primeiros video-clipes da história do rock.
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Dia 8 – 9h e às 14h - No Direction Home – 208min.
É um documentário de Martin Scorsese que traça a vida de Bob Dylan e seu impacto na música popular americana e na cultura do século XX. O filme não cobre toda a carreira de Dylan, focando-se apenas no seu começo e a ascenção do cantor e compositor à fama na década de 1960.


Dia 9 – 9h e às 14h - That Thing You Do ( The Wonders – O sonho não acabou) – 108 min.
É um filme de 1996escrito, dirigido e atuado por Tom Hanks. Ambientado em meados a década de 1960, conta a história de uma banda fictícia de somente um sucesso da cidade de ErieThe Wonders. O contexto histórico inclui uma resposta estado-unidense para a Invasão Britânica, mostrando sua trajetória desde clubes locais a turnês nacionais.

Dia 15 – 9h e às 14h - Quase Famosos – 122 min.
É um filme estadunidense de 2000, do gênero drama, escrito e dirigido por Cameron Crowe.
Um jovem fã de rock 'n' roll consegue um trabalho na revista Rolling Stone para acompanhar uma banda em sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Aos poucos vai se envolvendo com a banda e perdendo a objetividade no trabalho, tornando-se parte do cenário do rock nos anos 70.

Dia 16 – 9h e às 14h – The Wall – 95 min.
O filme conta a história de um rapaz chamado "Pink" que perdeu o pai na 2ª Guerra Mundial quando era criança, tendo, por consequência, desenvolvido uma relação muito estreita com a sua mãe. Abusado na escola, com poucos amigos, cresceu e tornou-se numa estrela de rock, casou com uma atraente acompanhante do grupo. No entanto a sua vida é completamente vazia e após a sua mulher o ter traído, ele tenta o suicídio. Depois disso, durante uma alucinação causada pelas drogas, imagina-se um líder de um grupo Neo-Nazi e manda as minorias em sua audiência "contra o muro", durante seus shows.
O filme tem muito poucos diálogos, a maior parte sem consequências. A história é contada através da banda (trilha) sonora, a qual reflecte os pensamentos de "Pink". Segmentos animados por Gerald Scarfe e várias outras sequências surreais intercaladas com a acção.

Dia 22 – 9h e às 14h – The Doors – 140 min.
A incrível história de Jim Morrison foi levada às telas pelo polêmico Oliver Stone, mas quem realmente rouba a cena é Val Kilmer. O ator interpreta Morrison com uma intensidade e verossimilhança poucas vezes vistas na história do cinema. O filme traça um panorama fiel e trágico do mito que foi o líder do Doors, além de trazer roteiro e direção de primeira linha.


Dia 23 – 9h e às 14h – Last Days 97 min
A trajetória de Kurt Cobain, músico que mudou uma geração à frente do Nirvana, é a inspiração do filme Last Days, do diretor americano Gus Van Sant. A cena roqueira de Seattle nos anos 90 é o pano de fundo para a história do astro Blake (Michael Pitt)

Dia 28 – 14h – Cazuza – O Tempo Não Para – 98 min.
É um filme brasileiro de 2004, do gênero drama biográfico, dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho, e com roteiro baseado na vida do cantor e compositor Cazuza. O filme retrata a vida do compositor e cantor Cazuza desde quando começou a carreira, atuando na peça Pára-quedas do Coração, no Circo Voador, o sucesso com o Barão Vermelho e sua carreira solo até sua morte em 1990, em decorrência de complicações causadas pela AIDS.

Dia 29 – 9h e às 14h – The Pick Of Destiny (Tenacious D) – 93 min.
É um filmeamericano de 2006 que conta a história da banda de rock Tenacious D, formada pelos atores e músicos Jack Black e Kyle Gass, num musical épico e muito engraçado. Tem a participação especial de Ronnie James Dio (Dio) , Dave Grohl, Meat Loaf, Ben Stiller e Tim Robbins. Destaque para Dave Grohl como o Demônio (Beelzeboss) e Ben Stiller como o estranho dono da loja de instrumentos musicais.

Dia 30 – 9h e às 14h – Rock Star – 105 min.
Líder de banda de fundo-de-quintal, roqueiro tem a chance de sua vida ao integrar o vocal da banda da qual era fã, e passa a conhecer a vida dessas pessoas - tanto os prazeres quanto as desventuras. Baseado na história do vocalista do Judas Priest, Ripper Owens, que de cantor de banda cover passa a ser vocalista de sua banda preferida - contém vários sucessos da década de 80 e mais músicas compostas pela banda retratada no filme, a Steel Dragon.

Todos estão convidados a prestigiar a exibição dos filmes no Museu. A entrada é gratuita!!

A exposição estará aberta para visita, durante todo o mês de julho, de terça a domingo, das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min.
Desta forma a equipe do Museu da Música almeja estreitar os vínculos entre as Escolas e o Museu, tornando-o  parte da ação educativa e também ente a comunidade e o Museu, tornando-o dinâmico.

Agradecimentos especiais: Empresa Manobra Radical e loja DiKrüger pelo empréstimo dos manequins. Vídeo locadora Chaplin, Popus e Havana vídeo, que nos concederam o empréstimo dos filmes. (A equipe do Museu da Música agradece pelo apoio).

quinta-feira, 10 de junho de 2010

CAMERATA DE VIOLÕES DA FURB NO CAFÉ MUSICAL DE JUNHO



    Quem marca presença no Café Musical de junho no Museu da Música é a Camerata de Violões da FURB. 
Uma camerata é um encontro de músicos que se unem pelo prazer de tocar. O termo é de origem italiana e significa camaradagem. Na FURB, esta iniciativa é representada por um quarteto - a Camerata de Violões. A Camerata de Violões da FURB foi formada em agosto do ano 2000 e desde sua origem vem atuando com quatro violões em sua formação. A Camerata faz parte do programa Grupos Estáveis de Produção Artística, vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da Universidade Regional de Blumenau. Atualmente (2010) o grupo está constituído pelos violonistas Hugo Henrique Grah, Marcos Westphal, Tiago Pereira e Pablo de Mello Heredia. Em sua trajetória o grupo já contou com a participação de diversos violonistas. Tal rotatividade está prevista e justifica-se pelo fato da Camerata de Violões ser em sua essência um grupo acadêmico.
            Entre seus propósitos está o de divulgar a música de câmara e difundir o violão como instrumento concertante, representando a Universidade em eventos ligados à arte e à cultura. Também busca aumentar o repertório com peças adaptadas para o estilo do Grupo, realizando apresentações sofisticadas de obras de autores consagrados, sendo uma das pioneiras do gênero em Santa Catarina.

Todos estão convidados para mais esta apresentação que acontecerá no dia 20 de Junho às 10h antecedida pelo tradicional café gratuito!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Público prestigia a abertura da exposição "A Censura da Música na Ditadura Militar"


O clima frio de terça feira, dia 08, não impediu o público do Museu da Música de prestigiar o evento de abertura da exposição do mês de junho: "A Censura da Música na Ditadura Militar". Estiveram presentes alunos  e professores das Escolas Emir Ropelato e Clara Donner, além de membros da comunidade e autoridades locais.
O evento iniciou com uma palestra sobre a Ditadura Militar que prendeu a atenção do público, proferida pelo historiador Daniel Koepsel e  finalizou com a Banda "Monsieur Proudhon" que foi muito aplaudida.
A equipe do Museu, organizadora do evento, agradece ao público pelo apoio e convida a todos para que se façam presentes aos próximos eventos do Museu da Música.



Público do evento



O historiador Daniel Koepsel

 Banda "Monsieur Proudhon"

terça-feira, 11 de maio de 2010

Exposição - A Censura Musical na Ditadura Militar



                                                                    
Com o objetivo de ampliar os horizontes culturais de seu público, o Museu da Música tem a satisfação de realizar no mês de junho uma exposição referente ao período da ditadura (1964-1985) bem como suas conseqüências no âmbito musical e cultural no Brasil.

A exposição englobará um breve histórico referente ao período da ditadura, que mais tarde através do AI-5 de 1968 estabeleceria a censura definitiva à cultura em geral.No meio dessa guerra de expressões culturais surgiram os festivais. O primeiro foi exibido pela primeira vez pela TV Excelsior em abril de 1965. Outros festivais passaram a ser exibidos pela TV Record. E foi nessa mesma emissora que dois outros programas musicais ganharam vida e se tornaram marcos tanto na música quanto na TV brasileira. “O fino da Bossa Nova” tinha como destaque cantores e compositores da recente Bossa Nova. Já o programa “Jovem Guarda” foi criado para satisfazer o público mais jovem que apreciava o rock.

Neste círculo musical surgiu a irreverência da Tropicália, movimento cultural que rompeu e sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 67 e 68. Entre os cantores e compositores estavam Caetano, Gal, Gilberto Gil, os Mutantes, Tom Zé e o Maestro Duprat.
O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano em dezembro de 1968.
Na exposição poderão ser encontradas ainda, as letras das músicas censuradas de compositores como Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Zé Rodrix, Geraldo Vandré entre outros.
Também estarão expostas cópias de documentos (letras com observações dos conselheiros da Divisão de Censura de Diversões Públicas). O público também poderá ouvir estas gravações e ainda assistir um vídeo específico sobre a censura na música (Clipe documentário sobre a música brasileira no período da ditadura militar que pairou no Brasil durante as décadas de 60, 70 e 80 – aprox. 20 min.) e outros vídeos relacionados ao movimento Tropicália e aos Festivais.

Para abrir esta exposição, teremos a presença da Banda 'Monsieur Proudhon' tocando o repertório dos anos finais da ditadura e dos anos 80 com letras de cunho político com vozes que jamais serão esquecidas. Entre esses grupos estão: Cazuza, Ultraje a Rigor, Plebe Rude, Raul Seixas e muito mais. Após a abertura musical teremos a presença do historiador Daniel Koepsel que realizará uma palestra didática.
Desta forma a equipe do Museu da Música almeja estreitar os vínculos entre as Escolas e o Museu, tornando-o dinâmico e parte da ação educativa.